Boas Vindas

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terça-feira, 25 de agosto de 2015

A Mentira da Devolução de 25% da Sobretaxa de IRS


(Imagem da Internet)

A grande noticia propalada hoje aos sete ventos por quase toda a imprensa nacional (jornais, rádios e TV´s) é a seguinte:

Sobretaxa de IRS: Governo vai devolver 190 milhões de euros em 2016.

MENTIRA do Governo que passa para os media estas “notícias” fazendo do povo uma cambada de burros.

Vamos a factos:

Devolver, segundo qualquer dicionário de português significa “Restituir, fazer voltar (ao dono, à origem)”.

Ora devolver significaria então que os 74,50€ que me roubaram mensalmente no salário, a título de Sobretaxa, durante 2013, 2014 e 2015, me seriam restituídos em 2016. Qualquer coisa como 2.682,00€.
Pois!!, era bom, mesmo muito bom, mas é MENTIRA. O que o Governo nos deveria informar ou fazer informar é que deixa (e é se deixar, ainda estamos para verificar) de nos roubar menos 25% da Sobretaxa em 2016. No meu caso deixa de me roubar mensalmente 25% dos tais 74,50€, que são 18,63€. Ou seja, em 2016 eu em vez de ter menos 74,50€ no salário mensal para Sobretaxa de IRS passo a ter menos 55,87€, mas continuo a ser roubado na mesma, embora menos.

Portanto senhores jornalistas, ou são jornalistas incompetentes, ou são aldrabões como o Governo, ao divulgarem estas bombásticas notícias que apenas servem de propaganda eleitoral, nada esclarecem e só confundem os cidadãos.

Ninguém vai devolver nada a ninguém, passa é a ser menos gamado.


domingo, 23 de agosto de 2015

Investigação ou Perseguição?


(Imagem da Internet)

A saga da prisão do Engº José Sócrates começou, é preciso recordar, há nove meses com uma, ampla e intencionalmente divulgada, comunicação da CGD ao Banco de Portugal, relativa uma alegada exportação ilícita de capitais, comunicação que, por sua vez o BP terá feito chegar ao Ministério Público. Isto foi o que passou para os jornais e TV´s.
Desta “pista” nunca mais se ouviu falar, melhor, nunca mais se viu escrever. Esfumou-se.

A coisa enrolou-se, mas para manter acesa a chama, saltou para um hipotético apartamento de luxo que Sócrates teria adquirido em Paris por uns milhões. Uma pipa de massa dizia-se. Afinal veio a saber-se que o apartamento nem era de luxo, nem era dele. Era alugado, como qualquer comum mortal faria para poder viver em Paris. Mais uma pista silenciada.

A seguir veio a cena das malas de dinheiro a saírem de Portugal transportadas pelo motorista de Sócrates. A coisa foi desmontada com facilidade, as malas transformaram-se em envelopes e os envelopes transformaram-se em fumo. Mais uma pista que deu em nada.

Mas como isto do dinheiro é filão que alimenta o ego da populaça, e o raio do homem andou um ano a fazer um Mestrado sem trabalhar, havia que divulgar uma pista credível, com contas na Suiça em nome do amigo Carlos Silva, mas que seria apenas um testa de ferro, blá, blá, blá. Azar dos azares a Carta Rogatória pedida ao Ministério Público Helvético rezava que o dinheiro dessas contas é mesmo do Carlos Silva e que o nome ou alusão a Sócrates era uma falácia. Mais um tiro pela colatra e a coisa a complicar-se.

Depois foi o “grande furo jornalistico” da corrupção que envolvia o Grupo Lena, que para dar credibilidade à coisa teve reportagens no "prime time" das TV´s e  até teve prisões, e logo de seguida libertações. Só espalhafato.

Veio a Venezuela. Veio Angola. E como a coisa já estava a entrar em desespero para o lado dos Cherlock Holmes, viraram a investigação para o Grupo Espírito Santo e para o Novo Banco. Parece que, também por esses lados, a coisa deu em nada porque tiveram que abrir uma nova frente de ataque, a do Empreendimento de Vale de Lobo. E de novo o manto diáfano da fantasia bateu contra a nudez crua da verdade, e lá partiram para outra cruzada contra o infiel.

Entretanto o infiel, que recusou andar de grilhetas em casa, como os condenados às galés, continua enjaulado na prisão de Évora, que é para ver se se converte a fiel, o que parece estar a ser muito difícil porque aquilo é bicho danado e está a dar água pela barba aos pides, perdão, aos policias do Estado.

E assim a saltar de nenúfar em nenúfar, a soldadesca lá virou a atenção da populaça, sempre sedenta de sangue fresco, para o Brasil, mas ao que parece os brazucas não gostaram da gracinha e começaram a falar em trocas de favores, com Duartes Limas e quejandos ao barulho, e a coisa esmoreceu e mudou de rumo e as últimas notícias dos jornais oficiais da investigação davam a coisa como estacionada no Parque Escolar.

Há por aí muito boa gente e intelectuais de craveira que chamam a todos estes rocambolescos episódios, investigação, mas eu, depois de processar toda a informação na minha débil cachimónia, e de somar dois com dois, acho mesmo é que é perseguição.

Arre povo burro que depois deste triste espetáculo da Justiça de Portugal, ainda bate palmas e grita fogueira com o herege. A Inquisição não faria melhor.



quarta-feira, 5 de agosto de 2015

O Milagre do Emprego


(Clique na imagem para a ampliar)

Hoje, dia 5 de Agosto de 2015, o INE divulgou uma “press release” com os números do desemprego referentes ao final do 2º Semestre deste ano.

Segundo os valores divulgados a taxa de desemprego desceu para 11,9%, situando-se nos 620.400 desempregados.

A mesma comunicação diz também que o número de empregados é de 4.580.800.

Nestes números há gato escondido com rabo de fora. Vamos a factos:

Não contestemos os número do INE, que é como quem diz do Governo, e aceitemos como corretos os números divulgados, mas façamos uma simples comparação:
- Tomemos como referência para comparação o final de 2011;
- Incluamos nas contas a população ativa de 2011 e 2015 (todas as pessoas  residentes maiores de 15 anos aptas a exercer uma atividade económica);
- Incluamos também a população inativa de 2011 e 2015 (todas as pessoas residentes que, independentemente da idade,  não estão empregadas nem desempregadas);
Nota: Uma vez que não há dados da população inativa a 30 de junho de 2015, teremos que somar à população inativa de dez/2014 o diferencial de desemprego de dez/2014 para junho/2015 (726.000-620.400=105.600). (3.657.900-105.600=3.552.300).

O resultado está no quadro acima.

Em três anos e meio “desapareceram” das estatísticas do desemprego 217.000 cidadãos. 
Haverá milhentas “explicações teóricas” mas seria conveniente que nos explicassem este “fenómeno”, na prática e sem aldrabices, uma vez que o saldo demográfico negativo de -0,57% ao ano não será argumento.