(Imagem da Internet)
Hoje deixo aqui o testemunho de mais um caso real sobre
impostos, taxas e taxinhas.
Situações como esta, na maior parte dos casos, passam-nos despercebidas, embora não devessem.
Por razões de economia, tenho os seguros da minha casa separados.
Tenho um para o conteúdo (vulgo recheio) e outro para a propriedade (vulgo paredes).
Ao fazer hoje o pagamento do seguro anual da propriedade (só
paredes) reparei no seguinte detalhe da composição do valor que a Seguradora me
cobrou:
- Prémio do Seguro 341,30€
- Imposto do Selo 30,73€
- INEM + Fundo de Acidentes de Trabalho 13,33€
- TOTAL 385,36€
Já o facto de ter de pagar, para o Estado, quase 10% do
prémio, num imposto obsoleto anacrónico e sem sentido (o do Selo) já é escandaloso.
Mas pagar uma taxa, da qual parte
vai para o INEM e parte para o Fundo de Acidentes de Trabalho (nem sei o que
isto é), num seguro de paredes de alvenaria, além de roubo, é uma ofensa à
inteligência dos segurados.
Num seguro de acidentes esta cobrança ainda poderá fazer algum
sentido, mas num seguro de paredes é demasiado ofensivo.
Não sei desde quando é que as seguradoras são obrigadas a
seguir esta prática de gamanço, estilo pagas e não bufas (como sucede com a taxa do audiovisual
na fatura da luz). Como tive o cuidado de reparar nos detalhes, não sei se já vem de longe como o Constantino, ou se é uma
postura recente, mas seja lá o que for é imoral e atentatório da saúde mental
dos cidadãos.
